“A única maneira de baixar preços é com escala”, diz prefeito Marcelo Crivella

Os prefeitos do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e de São Paulo, João Doria, assinaram nesta terça-feira, dia 31, um acordo de cooperação para a realização de ações conjuntas na área da saúde. Com a parceria, as secretarias municipais de Saúde das duas cidades poderão, por exemplo, fazer o lançamento de licitações conjuntas para a compra de medicamentos e outros insumos, medida que tem como objetivo baixar os custos e economizar recursos dos cofres públicos. A cerimônia aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo.

“Eu e o Doria entendemos que, desde que o mundo se organizou como capitalismo, a única maneira de baixar preços é com escala. Vamos comprar remédios juntos, e a quantidade será muito maior. Claro que o preço e as condições de negociação serão muito melhores”, afirmou o prefeito do Rio.

O acordo prevê também que a SMS replique no Rio o Programa Corujão da Saúde,  que é a realização de exames e cirurgias no turno da noite. Estão previstas ainda trocas de experiências para a gestão de contratos e cooperação na prevenção da judicialização de demandas das pastas, além de estudos de reestruturação do modelo assistencial dos dois municípios. João Doria explicou como conseguiu, em menos de três meses, reduzir uma fila de 476 mil pessoas que aguardavam para fazer exames de imagem.

“Os exames de imagem são fundamentais, nenhum médico faz diagnóstico sem eles. Nós conseguimos exatamente do jeito que vocês estão fazendo agora com o Corujão do Rio de Janeiro, que é o apoio de instituições privadas que podem ocupar horários de menor demanda para serviços à população mais pobre, mais humilde da cidade. Isso é política pública para quem mais precisa: os pobres, os humildes. Outra medida prática que também faz parte desse acordo que acabamos de assinar com o prefeito Marcelo Crivella permite, dentro da mesma lógica, o uso de horários não convencionais e equipamentos para a realização de intervenções cirúrgicas”.

A cooperação entre as cidades terá início com a criação de cinco grupos de trabalho, que deverão apresentar em 180 dias um plano de trabalho e o cronograma de metas para as ações. A expectativa é que já nas próximas licitações para a aquisição de medicamentos haja uma economia de 20% com a compra conjunta de insumos.

Outra iniciativa será a troca de experiência e de projetos de tecnologia que facilitam a vida do cidadão, como o aplicativo que indica, por território, a unidade de saúde que tem um remédio específico em estoque. O programa é semelhante ao “Onde ser atendido”, plataforma usada pela SMS do Rio para indicar a unidade de Atenção Primária de referência para o endereço do carioca.

A parceria entre as duas prefeituras teve início com a assinatura, no início de outubro, do termo de cooperação que prevê a transferência para São Paulo da tecnologia do aplicativo Taxi.Rio. A plataforma, desenvolvida pela Empresa Municipal de Informática (IplanRio), é uma ferramenta de comunicação instantânea e promove a integração entre taxistas, cidadãos e a Prefeitura. Será possível prever o preço da corrida e negociar descontos. Outra vantagem é a possibilidade de se calcular o tempo da viagem e acompanhar o trajeto do taxista até o ponto de embarque.

“Liguei para o prefeito (Crivella) e falei para tentarmos fazer isso em São Paulo, e não levou mais do que dois segundos para ele responder ‘feito’. O aplicativo começa a funcionar no próximo dia 1º de dezembro por lá. Competitividade, isonomia, igualdade, facilidade. E quem ganha com isso é a população”, disse Doria.

Crivella disse que a parceria em torno do aplicativo foi fundamental para garantir a sobrevivência dos taxistas nas duas cidades.

“Se deixássemos os aplicativos quebrarem a estrutura montada dos táxis, a primeira coisa que aconteceria seria o aumento de preço dos aplicativos. A competição é imperativamente saudável. É com competição que a gente consegue manter a qualidade dos serviços e o preço competitivo. Então, foi importante que eu e o Doria nos uníssemos para não deixar que os táxis fossem asfixiados. Estamos defendendo a economia popular. Nada contra os aplicativos. Nós não queremos é que acabem os táxis, que são regulamentados pela Prefeitura e são um patrimônio imaterial da cidade”, destacou.

Com o Taxi.Rio, será possível prever o preço da corrida e negociar descontos. Outra vantagem é a possibilidade de se calcular o tempo da viagem e acompanhar o trajeto do taxista até o ponto de embarque. Os taxistas vão fornecer para a Prefeitura informações em tempo real sobre as condições da cidade, por meio de sua geolocalização. Os mais bem avaliados terão prioridade para trabalhar em grandes eventos, como Réveillon, Carnaval e Rock in Rio.

Fonte: Prefeitura do Rio

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