Seminário de gestão da SMASDH presta conta das atividades de 2018 Evento é marcado pela emoção dos servidores com o trabalho desenvolvido no ano passado
Destaques, Notícias | fevereiro 14, 2019 em 1:17 PM
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Os atendimentos aos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade alcançam 70 mil por mês nos 47 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e as inscrições no Cadastro Único alcançaram 526.088 famílias que passam a ter direito aos benefícios dos programas de transferência de renda. Os resultados foram apresentados no Seminário de Gestão e Boas Práticas da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) realizado no Museu do Amanhã.

Além desse desempenho, na proteção social especial de média complexidade, os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e os Centros de Referência para Atendimento à População de Rua (Centro Pop) totalizaram mais de 50 mil atendimentos a indivíduos ou famílias em situação de violação de direitos. Desse total, 985 adolescentes atendidos em média por mês estavam em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, bem como 275 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil.

A SMASDH ofereceu ainda mais de sete mil atendimentos nos Centros Pop e 11.659 atendimentos em média nas diversas ações de abordagem social realizadas nas ruas da cidade. Além disso, estiveram em acolhimento nos abrigos 2.200 pessoas por mês, entre crianças, adolescentes, adultos, idosos e grupos familiares. A Subsecretaria de Políticas para o Idoso, por sua vez, realizou mais de 20 mil atendimentos a idosos através da convivência social e comunitária nas sete Casas de Convivência e Lazer para idosos.

Apesar desse bom desempenho a Secretaria tem um grande desafio pela frente que foram mensurados no evento. num mapeamento do Município onde são identificados seus principais públicos alvo. O Rio de Janeiro possui atualmente 1018 favelas onde vivem aproximadamente 1,4 milhão de pessoas, cerca de 20% da população da cidade. Além desse contingente, ainda há uma parcela, foco da Secretaria, que não reside em comunidades, mas que também necessita dos serviços de Assistência Social.

Esse quadro dá uma ideia dos desafios que a SMASDH enfrenta todos os anos e da importância do trabalho desenvolvido pelo órgão em prol da população carioca. O levantamento foi apresentado na abertura do Seminário de Gestão realizado esta semana no Museu do Amanhã, quando foram prestadas contas das atividades de todas as unidades da Secretaria ao longo de 2018. A pesquisa foi feita pela Coordenadoria de Monitoramento da Subsecretaria de Promoção e Integração da Cidadania e apresentado na abertura do evento por Viviane Pereira da Silva, assessora da Coordenadoria.

“Quanta coisa boa vi nesse período em que estou aqui com vocês. Observei o quanto vocês são dedicados e quanto eu estou aprendendo e o quanto ainda tenho a aprender” – afirmou o secretário da SMASDH, João Mendes de Jesus, ao abrir o encontro. Ele ressaltou ainda que apesar da importância da assistência social para um enorme contingente, o trabalho desenvolvido pela Secretaria parece ser invisível para a população em geral, justamente por ser uma atividade voltada para os excluídos, os mais necessitados.

Apesar das dificuldades, a SMASDH conseguiu inscrever mais de 17 mil pessoas no Cadastro Único em 2018, num esforço empreendido por meio do Programa Rio + Cidadão. Ao todo, estão inscritas no Cadastro 478 mil famílias. Mas não foram apenas os números e relatórios de atividades que se destacaram no Seminário. Por diversos momentos a emoção tomou conta do ambiente pelo trabalho desenvolvido, não apenas como obrigação, mas com a dedicação de servidores envolvidos profundamente em suas atividades, indo, por vezes, muito além da rotina diária.

Os relatórios apresentados, além da prestação de contas, servirão de base para desenvolvimento das políticas de assistência social para este ano e, em certos casos, para os próximos anos também. No mapeamento mostrado no início do evento, foi feita uma projeção desse trabalho ao se destacar a desigualdade entre as diversas regiões do município. Há uma concentração de baixo Índice de Desenvolvimento Social (IDS) na Zona Norte da cidade até o limite com a Baixada Fluminense. Por outro lado, há uma concentração de alta desse índice nas Zonas Sul, Oeste, Tijuca e Ilha do Governador.

João Mendes encerrou o encontro por meio de um vídeo exibido para os presentes em que ele parabeniza a todos e anuncia a possibilidade da realização de outros seminários ao longo deste ano. Representando o secretário, o evento foi encerrado pelo subsecretário Executivo, Alessandro Costa, que concedeu aos palestrantes os certificados de participação.

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