História dos Diagnósticos
PRB Educação | | junho 3, 2014 em 5:48 PM
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diagnosticoGostaria de compartilhar com nossos leitores algumas curiosidades sobre a história do diagnóstico e como no século passado esta arte foi desenvolvida. Irei começar citando a visão de Hipócrates “O exame clínico:”deve começar pelas coisas mais importantes e mais facilmente reconhecíveis. Verificar as semelhanças e as diferenças com o estado de saúde. Observar tudo que se pode ver, ouvir, tocar, sentir, tudo que se pode reconhecer pelos nossos meios de conhecimento” No século passado o exame realizado nos excretas, principalmente na urina era de forma macroscópica, denominada de uroscopia, foi extremamente utilizado até o século XVIII.

Devido á importância do exame de verificação do pulso no século II D.C. identificaram 27 variedades de pulso.   A percussão do tórax, introduzida por Auenbrrugger no século II, sendo divulgada na França por Corvisart. A semiótica foi valorizada com o aperfeiçoamento da descrição dos sintomas e sinais de uma variedade de doenças e a criação de uma diversidade de manobras e técnicas de exames. Mais de cem sinais que classificam muitas doenças foram descobertos os quais começaram a ser utilizados pelos nomes de seus pesquisadores. No século XVI esmeravam-se na observação clínica. E ainda no século XIX teve o início da instrumentalização do estetoscópio por Laennec em 1816. Inicialmente era um tubo oco de madeira.

O termômetro era um instrumento utilizado desde o século XVII, para medir a temperatura corporal desde 1852, Na Alemanha Traube e, a seguir, Wunderlich, introduziram a curva térmica, a qual permitiu a identificação de uma variedade de tipos de febre.  O uso da verificação da pressão arterial iniciou-se na Alemanha partir de 1880 através de Von Basch com uma bolsa de borracha cheia de agua conectada a um manômetro. Riva-Rocci modificou a água pelo ar em 1896. O médico no fim do século XIX possuía alguns instrumentos que o auxiliavam no seu diagnóstico o oftalmoscópio, abaixador de língua, otoscópio, rinoscópio e martelo reflexo.

Com o aprimoramento da microscopia surgiu a microbiologia a qual contribuiu na identificação de vírus, bactérias, modificações patológicas dos tecidos e outros vetores de muitas doenças. Em 1864 foi instituída a patologia celular saindo de cena a teoria da patologia humoral que norteou a medicina por mais de 2.000 anos Apenas no século XX é que a tecnologia médica se aperfeiçoou o diagnóstico por imagens (endoscopia, métodos gráficos, exames de laboratório e provas funcionais,cintilografia, ultra-sonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, e mais recentemente, tomografia com emissão de pósitrons e gamagrafia. Outra grande conquista foi a da endoscopia no século XVIII.

Os endoscópios semiflexíveis foram substuidos a partir de 1958 pelos flexíveis, construídos com fibra óptica e 20 anos depois, pela videoendoscopia.  Os métodos gráficos, utilizados em quimógrafos para estudos da fisiologia e farmacologia, foram transferidos para o domínio do diagnóstico clínico, inicialmente com a eletrocardiografia, a eletroencefalografia, manometria, eletromiografia, e outros exames. Todos estes exames hoje são utilizados em grande escala para investigação dos agentes causadores do mal estar físico do ser humano. Diariamente novas descobertas vão sendo inseridos como auxiliares ao diagnóstico clínico. O avanço tecnológico contribuiu com muitos benefícios para a humanidade, contudo trouxe algumas consequências negativas as quais precisam ser refletidas.

Hoje os profissionais de todas as ciências devem perceber a importância em termos uma variedade de ferramentas para elaborar um diagnóstico e estas ferramentas estão no uso adequado o seu saber e o de cada   profissional que envolve a área da saúde mental, educação, e precisam estar sempre atualizados e potencializando o trabalho multidisciplinar como uma possibilidade real sendo este um grande desafio do século XXI para que assim também como a medicina ajuda a humanidade na saúde orgânica o diagnóstico deve contribuir beneficamente na área educacional e psicológica. Apesar de não possuímos os materiais que a medicina utiliza para dar diagnósticos.

Texto da profª Valéria Maria Barreto

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