Em posse de novo secretário, prefeito Marcelo Crivella conversa com dependentes químicos

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, deu posse nesta sexta-feira, dia 6, ao novo secretário Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. Pedro Fernandes assume a pasta com o desafio de acolher e tratar a população de rua e os dependentes químicos.  Uma das primeiras ações será o trabalho de acolhimento dos usuários de drogas que vivem às margens da Avenida Brasil, na altura da comunidade do Parque União, em Ramos.

A Prefeitura estuda a possibilidade de construir um local de acolhimento perto dali. Uma das possibilidades é usar parte das instalações do Restaurante Popular João Goulart, que fica na Avenida Brasil. O espaço passa por reformas e deve ser reaberto nos próximos meses.

– Vamos sentar com todas as secretarias envolvidas. Precisamos ter aqui também um restaurante popular, mas certamente vamos encontrar um lugar para esse povo que está aqui em risco, perto de uma via movimentada como a Avenida Brasil. Ninguém quer que ele seja atropelado, sobretudo no momento que usa a droga e perde a consciência.

Nós não podemos imaginar que vamos resolver esse problema de uma hora para outra, isso depende de acompanhamento, isso depende de tempo. Perguntei à menina: ‘Como você veio parar aqui?’ Ela disse: ‘Eu não sei’. Certamente muitos deles não sabem como foram parar ali. Agora cabe a nós encontrarmos os caminhos para eles saberem como sair dali – disse Crivella, que conversou com dependentes químicos na Avenida Brasil.

Pedro Fernandes considera o novo cargo o maior desafio de sua carreira política. Deputado estadual em segundo mandato, ele afirmou que seu foco na secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos serão os moradores de rua e os dependentes químicos, mas garante que também não vai esquecer do trabalho com os idosos.

– A gente quer identificar as pessoas que querem se recuperar e se tratar. A gente vai conseguir avançar na recuperação desses dependentes químicos. E aqueles que não quiserem, temos que respeitar a questão da não internação compulsória, para que a gente possa dar a esses dependentes químicos pelo menos uma dignidade de terem onde dormir e onde se higienizar.

O novo secretário disse que pretende fazer uma parceria com a Fundação Leão XIII, que pertence ao governo estadual. Segundo Pedro Fernandes, a instituição teria colocado à disposição mais de 200 leitos para acolhimento de dependentes químicos.

Fonte: Prefeitura do Rio

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