Carlos Macedo retorna a Barão de Juparanã e fica indignado com a demora na conclusão das obras da Ponte do Desengano

O deputado estadual Carlos Macedo (PRB-RJ) retornou ao distrito de Barão de Juparanã, no município de Valença, região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro, para fiscalizar o andamento das obras de revitalização da Ponte do Desengano. O parlamentar ficou indignado com a demora na conclusão das atividades.

Desde março, essa é a terceira vez que o deputado visita o local, que tem mantido constante contato com os técnicos do Departamento de Estradas de Rodagens (DER-RJ), órgão responsável pelas obras e também com a população local.

“Não vejo necessidade de tanta demora para concluir uma obra que nem é tão grande assim. O DER nos comunicou que tentará a liberação para o pedestre o mais rápido possível, junto ao Poder Judiciário e nós estaremos atentos a isso. Ao mesmo tempo lamento porque, em outubro próximo, já se completará um ano de interdição desta Ponte de Barão de Juparanã”, disse o deputado , reafirmando o compromisso em acompanhar ainda mais de perto o processo de conclusão e liberação da ponte em Juparanã:

“Tenham a certeza de minha indignação, e eu quero adiantar, em primeira mão, que eu vou encaminhar um requerimento à Comissão Parlamentar de Obras da Alerj para que haja uma investigação desse processo, tanto da questão judiciária quanto do tempo desta obra. Não vejo necessidade de tanta demora, enquanto as pessoas continuam sofrendo e se arriscando, atravessando o rio por canoas artesanais, e correndo risco de morte”, concluiu

Interditada por ordem judicial desde outubro de 2016, devido a problemas estruturais, a ponte é de fundamental importância para a região e a sua interdição está causando inúmeros transtornos para a população. Além da mobilidade entre os municípios de Valença e Vassouras, setores como da economia local, atendimentos de saúde e educação também ficaram seriamente comprometidos.

Entenda o Caso

A Ponte do Desengano é a única passagem que liga Barão de Juparanã, distrito de Valença, ao município de Vassouras. A passagem foi interditada depois que a MRS Logística, concessionária responsável pelo trecho da linha férrea paralelo à ponte,entrou na justiça cobrando ao Departamento Estadual de Estradas e Rodagens(DER-RJ) obras de reestruturação da ponte, sob a alegação que a mesma estaria em estado precário de conservação e sob o risco de desmoronamento.

O pedido foi acatado pela juíza Flávia Beatriz Borges Bastos, da 1ª Vara da Comarca de Vassouras, e decidiu pela interdição total da ponte em outubro de 2016, inclusive para pedestres. Desde então, se quem passava pelo local de carro ou ônibus gastava em média 15 minutos para realizar o trajeto, agora leva no mínimo uma hora para chegar ao mesmo destino. Aqueles que faziam a travessia a pé, agora tem que que fazê-la pelo rio, através de canoas.

Texto: Ascom Carlos Macedo
Foto: Elcio Britto

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